Mariana Pacheco, Autor em The Bard News https://thebardnews.com/author/mariana-pacheco/ Seu Jornal Multiartístico, Multiliterário e Multicultural Wed, 18 Feb 2026 20:44:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://thebardnews.com/wp-content/uploads/2026/01/cropped-1-32x32.png Mariana Pacheco, Autor em The Bard News https://thebardnews.com/author/mariana-pacheco/ 32 32 “Michael” (2026) e o Rei do Pop na era da hiperconexão https://thebardnews.com/michael-2026-e-o-rei-do-pop-na-era-da-hiperconexao/ https://thebardnews.com/michael-2026-e-o-rei-do-pop-na-era-da-hiperconexao/#respond Thu, 19 Feb 2026 00:03:44 +0000 https://thebardnews.com/?p=4712 📰 “Michael” (2026) e o Rei do Pop na era da hiperconexão 🎯 Como o Legado de Michael Jackson Navega Entre Gerações no Mundo Digital […]

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📰 “Michael” (2026) e o Rei do Pop na era da hiperconexão

🎯 Como o Legado de Michael Jackson Navega Entre Gerações no Mundo Digital e a Expectativa pela Nova Cinebiografia

📊 INFORMAÇÕES BÁSICAS DO CONTEÚDO

  • ⏱ Tempo de leitura: 10-12 minutos
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É estimado que Michael Jackson possui cerca de 4,8 bilhões de fãs ao redor do mundo, com 95% da população mundial ainda reconhecendo seu nome, mesmo após sua morte em 2009 – ou seja, cerca de 9 em 10 pessoas conhecem o rei do Pop (Fatos Desconhecidos, 2025). E prova disso é que o trailer de sua cinebiografia, que será lançada em abril de 2026, foi o mais visto na história, com um total de 116 milhões nas primeiras 24 horas de seu lançamento (Rolling Stone, 2025).

Esse é um novo recorde para a lista de Michael Jackson, que emplaca como o único artista a ter sucessos no top 10 da Billboard Hot 100 em seis décadas consecutivas e ter o maior número de vitórias de um artista masculino no American Music Awards (Bilboard, 2020). E mais: o legado póstumo de Michael colhe o alcance mundial que as redes sociais e plataformas digitais proporcionam, cruzando gerações e formatos midiáticos diferentes.

Quando Michael Jackson morreu, o mundo estava mudando, com uma crise econômica global, Obama estava assumindo a presidência dos Estados Unidos como o primeiro negro nesta posição e testes nucleares de visibilidade chamavam a atenção no Oriente Médio, com o Irã, e na Ásia, com a Coreia do Norte. Mesmo assim, a perda do Rei do Pop foi um dos acontecimentos mais emblemáticos. Porém, o que Michael acharia e como aproveitaria de seu legado com a revolução digital?

A cultura pop mudou a partir dos anos 2010, com o trono vago, e as plataformas digitais, que permitiram conectar artistas aos fãs além dos palcos e videoclipes, em formatos e produções diferentes: hoje em dia, os artistas têm seus perfis no Instagram, onde seus fãs os seguem e interagem, além de também produzirem suas próprias releituras de danças e movimentos, as postando no TikTok. Ir ao show não é mais a única forma de se provar fã, mas é uma das opções supremas. Entretanto, não anula a chance de ter experiências com seu ídolo virtualmente, pois vários conteúdos são gerados em torno do mesmo objeto de admiração.

Além disso, as portas para a cultura pop de outros lugares também foram abertas com a internet e o universo digital, tal como a Onda Pop sul-coreana, que invadiu o mundo a partir de 2012. O grupo sul-coreano BTS, com sete integrantes, demonstrou que bebeu da fonte de Michael Jackson nos clipes “Dynamite” (2020), “Standing Next to You” (2023) e “Who” (2024). Pelo furor dos fãs que os seguem – viciados e fascinados por suas falas, estéticas e produções – e seu estilo híbrido, mas ainda assim singular, podemos pensar que estes garotos estão dispostos a ocupar a posição de príncipes do Pop nesta nova era.

Porém, a chamada “Jacksonmania” está ressuscitando com o anúncio do filme bibliográfico de Michael Jackson, com o sobrinho Jaafar Jackson no papel principal, em uma era digital e que as interpretações da vida dos artistas também estão sujeitas a boatos (Fake News), interpretações dos fãs (fanfics) odiadores fervorosos (haters) que se espalham mais rapidamente e avidamente. Ainda é cedo para julgar o filme, mas o trailer já recebeu elogios e críticas, especialmente sobre o nariz de Michael em cena.

Os fãs e quem acompanhou a carreira de Michael Jackson pelos anos 1970 a 2000 esperou por uma adaptação digna, mas, mais que isso, também presenciaremos a sustentação de um legado em uma mídia inédita para um artista que nunca a experimentou em seu poder total, e nem estará vivo para proteger sua história do que vier a ser dito das redes sociais e plataformas digitais.

Logo, a geração mais velha que viu Michael nos palcos terá que ser aquela que julga pelo que presenciou nascer e crescer, e a geração mais nova que só ouviu falar do rei do Pop, fará isso pelo que ver nas suas redes e criará sua própria intepretação de Michael. O embate de gerações pode vir na arena do espaço digital, (tal como em “Rocketman” (2019) e “Bohemian Rhapsody” (2018)). De qualquer forma, como dito no trailer, mais uma vez, dentro do gênero Pop, é hora de “honrar seu passado e abraçar o futuro”.

Por Mariana Pacheco

 

🎯 PRINCIPAIS PONTOS (5 TÓPICOS)

1. Fenômeno Global Duradouro de Michael Jackson

O artigo estabelece que Michael Jackson possui cerca de 4,8 bilhões de fãs ao redor do mundo, com 95% da população mundial ainda reconhecendo seu nome mesmo após sua morte em 2009. O trailer da cinebiografia Michael (2026) foi o mais visto na história, com um total de 116 milhões nas primeiras 24 horas, demonstrando que ele permanece o único artista a ter sucessos no top 10 da Billboard Hot 100 em seis décadas consecutivas.

2. Transformação da Cultura Pop na Era Digital

A autora explica que a cultura pop mudou a partir dos anos 2010, com o trono vago e as plataformas digitais permitiram conectar artistas aos fãs além dos palcos e videoclipes. Agora os artistas têm seus perfis no Instagram e fãs produzem suas próprias releituras de danças e movimentos, as postando no TikTok, onde ir ao show não é mais a única forma de se provar fã.

3. Influência de Michael Jackson na Nova Geração: BTS como Herdeiros

O texto destaca como o grupo sul-coreano BTS demonstrou que bebeu da fonte de Michael Jackson nos clipes ‘Dynamite’ (2020), ‘Standing Next to You’ (2023) e ‘Who’ (2024). Com a Onda Pop sul-coreana que invadiu o mundo a partir de 2012, podemos pensar que estes garotos estão dispostos a ocupar a posição de príncipes do Pop nesta nova era.

4. Desafios do Legado na Era da Hiperconexão

A Jacksonmania está ressuscitando mas em uma era digital onde as interpretações da vida dos artistas também estão sujeitas a boatos (Fake News), interpretações dos fãs (fanfics) odiadores fervorosos (haters) que se espalham mais rapidamente. O desafio é a sustentação de um legado em uma mídia inédita para um artista que nunca a experimentou em seu poder total.

5. Embate Geracional no Espaço Digital

A autora identifica que a geração mais velha que viu Michael nos palcos terá que ser aquela que julga pelo que presenciou enquanto a geração mais nova que só ouviu falar do rei do Pop, fará isso pelo que ver nas suas redes e criará sua própria interpretação. Esse embate de gerações pode vir na arena do espaço digital, similar aos filmes “Rocketman” (2019) e “Bohemian Rhapsody” (2018), mas com o desafio de honrar seu passado e abraçar o futuro.

 

❓ FAQ COMPLETO (5 PERGUNTAS)

1. Quais são os números que comprovam a popularidade duradoura de Michael Jackson?

Segundo Mariana Pacheco, Michael Jackson possui cerca de 4,8 bilhões de fãs ao redor do mundo, com 95% da população mundial ainda reconhecendo seu nome mesmo após sua morte em 2009. O trailer da cinebiografia Michael (2026) foi o mais visto na história, com um total de 116 milhões nas primeiras 24 horas de seu lançamento. Ele também é o único artista a ter sucessos no top 10 da Billboard Hot 100 em seis décadas consecutivas e ter o maior número de vitórias de um artista masculino no American Music Awards.

2. Como a cultura pop mudou após a morte de Michael Jackson?

A autora explica que a cultura pop mudou a partir dos anos 2010, com o trono vago e as plataformas digitais permitiram conectar artistas aos fãs além dos palcos e videoclipes. Hoje os artistas têm seus perfis no Instagram, onde seus fãs os seguem e interagem, além de também produzirem suas próprias releituras de danças e movimentos, as postando no TikTok. Ir ao show não é mais a única forma de se provar fã, mas existe a chance de ter experiências com seu ídolo virtualmente.

3. Como o BTS se relaciona com o legado de Michael Jackson?

O texto destaca que o grupo sul-coreano BTS demonstrou que bebeu da fonte de Michael Jackson nos clipes ‘Dynamite’ (2020), ‘Standing Next to You’ (2023) e ‘Who’ (2024). A autora sugere que pelo furor dos fãs que os seguem – viciados e fascinados por suas falas, estéticas e produções – e seu estilo híbrido, mas ainda assim singular, podemos pensar que estes garotos estão dispostos a ocupar a posição de príncipes do Pop nesta nova era, aproveitando a Onda Pop sul-coreana que invadiu o mundo a partir de 2012.

4. Quais são os desafios de preservar o legado de Michael Jackson na era digital?

A autora identifica que a chamada ‘Jacksonmania’ está ressuscitando em uma era digital onde as interpretações da vida dos artistas também estão sujeitas a boatos (Fake News), interpretações dos fãs (fanfics) odiadores fervorosos (haters) que se espalham mais rapidamente e avidamente. O grande desafio é a sustentação de um legado em uma mídia inédita para um artista que nunca a experimentou em seu poder total, e nem estará vivo para proteger sua história do que vier a ser dito das redes sociais e plataformas digitais.

5. Como se dará o embate de gerações em torno do legado de Michael Jackson?

Mariana Pacheco explica que a geração mais velha que viu Michael nos palcos terá que ser aquela que julga pelo que presenciou nascer e crescer, enquanto a geração mais nova que só ouviu falar do rei do Pop, fará isso pelo que ver nas suas redes e criará sua própria interpretação de Michael. O embate de gerações pode vir na arena do espaço digital, similar ao que aconteceu com ‘Rocketman’ (2019) e ‘Bohemian Rhapsody’ (2018), mas com o objetivo de honrar seu passado e abraçar o futuro.

 

📚 FONTES E REFERÊNCIAS

  • Mariana Pacheco – Autora do artigo
  • Fatos Desconhecidos (2025) – Estatísticas sobre popularidade global de Michael Jackson
  • Rolling Stone (2025) – Dados sobre visualizações do trailer de Michael (2026)
  • Billboard (2020) – Recordes de Michael Jackson na Billboard Hot 100 e American Music Awards
  • Jaafar Jackson – Sobrinho de Michael Jackson, protagonista da cinebiografia
  • BTS – Grupo sul-coreano citado como influenciado por Michael Jackson
  • Rocketman (2019) e Bohemian Rhapsody (2018) – Filmes biográficos comparativos

 

🏷 HASHTAGS

#MichaelJackson2026 #ReiDoPop #MarianaPacheco #BTS #EraDigital #Hiperconexao #CulturaPopDigital #LegadoMJ #JaafarJackson #EmbateGeracional #FenomenoGlobal #CinebiografiaMJ

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As Coleções de Obras Asiáticas em Paris https://thebardnews.com/as-colecoes-de-obras-asiaticas-em-paris/ https://thebardnews.com/as-colecoes-de-obras-asiaticas-em-paris/#respond Thu, 19 Feb 2026 00:01:16 +0000 https://thebardnews.com/?p=4703 🏛️ As Coleções de Obras Asiáticas em Paris 🎨 Como a França Concentrou 60 Mil Tesouros Asiáticos Longe de Casa 📊 INFORMAÇÕES BÁSICAS DO CONTEÚDO […]

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🏛 As Coleções de Obras Asiáticas em Paris

🎨 Como a França Concentrou 60 Mil Tesouros Asiáticos Longe de Casa

📊 INFORMAÇÕES BÁSICAS DO CONTEÚDO

  • ⏱ Tempo de leitura: 8-10 minutos
  • 📝 Contagem de palavras: 665 palavras
  • 🔤 Contagem de caracteres: 4.169 caracteres

 

📰 RESUMO EXECUTIVO

Paris abriga a maior coleção de arte asiática da Europa com mais de 60 mil objetos nos museus Guimet e Cernuschi, formada através de coleções particulares de industriais franceses do século XIX e apropriação colonial de artefatos históricos durante expedições militares, saques e pilhagens na Indochina Francesa e China, levantando debates contemporâneos sobre repatriação cultural.

Ao visitar Paris, além das obras do famoso museu do Louvre, se pode encontrar a coleção mais abrangente de arte asiática do mundo, além de ser a maior da Europa, com aproximadamente mais de 60 mil objetos, nas instalações do Museu Guimet, localizado na Place d’Iéna.

A constituição de tal acervo se deu, primeiramente, pela coleção particular de Emile Guimet – que dá nome ao museu –, empresário da produção industrial do azul marino artificial, no século XIX. Depois, expandiu para abraçar a coleção de porcelana chinesa de Ernest Grandidier, outro industrial provindo de uma família rica, que lhe permitiu realizar viagens pelas Américas do Norte e Sul e, posteriormente, Ásia. Outro espaço que chama a atenção é o museu Cernuschi, localizado na antiga mansão do banqueiro italiano Henri Cernuschi, com cerca de 13 mil peças.

Todas as coleções mencionadas, antes particulares, se compõem de objetos provindos do Japão, da China, da Coreia (ainda unificada), do Vietnã, Himalaias, Camboja, Tailândia e Indonésia. A maioria dos artefatos foi trazida para a França na segunda metade o século XIX, após a abertura dos portos chineses e dos outros países asiáticos para do Ocidente – alguns já sendo colônias da França e Inglaterra, como Camboja, Vietnã e Laos.

Esta região foi conhecida durante o período colonial (1887-1954) como Indochina Francesa, e além da exploração de matérias-primas da região, a França também se apropriou de artefatos históricos locais, durante saques e pilhagens de tropas coloniais nos territórios.

E, especificamente no caso da China, o enfraquecimento econômico causado após as Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860), em que o país asiático enfrentou Inglaterra e França, facilitou a compra e remoção de artefatos históricos e arqueológicos pelas potências ocidentais do território chinês, por meio de expedições militares e diplomáticas realizadas por países europeus, inclusive a França.

Em exemplo extremo, temos o Saque do Palácio de Verão, em 1860, onde o complexo palaciano imperial chinês foi invadido por tropas inglesas e francesas, em retaliação pela captura de negociantes britânicos. O ocorrido resultou em roubo e perda de relíquias culturais e obras de arte importantes, que foram levadas para a Europa e exibidas pela França como espólio na época. O autor Victor Hugo condenou o ocorrido, comparando como a destruição e desaparecimento de um modelo de sonho.

Como os artefatos históricos foram adquiridos por magnatas de seu século não está contado nas placas de identificação de cada peça ou na história dos museus em seus portais online. Entretanto, ao adentrarmos nestes espaços, tão repletos de obras, cerâmicas, têxteis, estátuas e joias, temos tanto um sentimento de admiração pela riqueza histórica, quanto um mal-estar em pensar o porquê destas obras estarem tão longe de casa – algumas porcelanas chinesas nem a China possui mais, mas estão em museus europeus. É um dilema aos visitantes.

Por este motivo, constantemente se abre o debate sobre a devolução de peças arqueológicas por países europeus, inclusive a França, para o acervo nacional dos locais originais, com fala do atual presidente Emmanuel Macron. No caso das artes asiáticas, o país europeu se volta para a devolução de artefatos para o Museu Nacional do Camboja. E também há uma promessa de investimento milionário para rastrear a procedência de objetos do período colonial.

Como Victor Hugo esperamos o dia em que a França devolva essa pilhagem aos seus donos de verdade, para que a história e cultura asiáticas possam ser contadas e revividas em seus próprios museus, e não tão longe de casa.

 

⭐ PRINCIPAIS PONTOS (5 TÓPICOS)

  1. Maior Coleção Asiática da Europa em Paris

Paris abriga mais de 60 mil objetos asiáticos nos museus Guimet e Cernuschi, formando a coleção mais abrangente de arte asiática do mundo, com peças do Japão, China, Coreia, Vietnã, Himalaias, Camboja, Tailândia e Indonésia.

  1. Origem Colonial das Coleções

As coleções foram formadas por industriais franceses do século XIX (Emile Guimet, Ernest Grandidier, Henri Cernuschi) e expandidas através de apropriação colonial durante o período da Indochina Francesa (1887-1954) via saques e pilhagens militares.

  1. Saque do Palácio de Verão (1860)

O exemplo mais extremo foi a invasão do complexo imperial chinês por tropas inglesas e francesas, resultando em roubo massivo de relíquias culturais levadas para Europa, evento condenado por Victor Hugo como destruição de um “modelo de sonho”.

  1. Dilema Ético dos Visitantes

Museus não informam nas placas como artefatos foram adquiridos, criando conflito entre admiração pela riqueza histórica e mal-estar ético, especialmente considerando que algumas porcelanas chinesas nem existem mais na China, apenas em museus europeus.

  1. Movimento Contemporâneo de Repatriação

Emmanuel Macron iniciou debates sobre devolução de peças arqueológicas, com foco inicial no Museu Nacional do Camboja e promessa de investimento milionário para rastrear procedência de objetos do período colonial.

 

❓ FAQ COMPLETO (5 PERGUNTAS)

  1. Por que Paris possui a maior coleção de arte asiática da Europa?

Paris concentra mais de 60 mil objetos asiáticos devido à combinação de coleções particulares de industriais franceses ricos do século XIX (Emile Guimet, Ernest Grandidier, Henri Cernuschi) e apropriação sistemática durante o período colonial. A França explorou não apenas matérias-primas da Indochina Francesa (1887-1954), mas também se apropriou de artefatos históricos através de expedições militares, saques e pilhagens nos territórios colonizados.

  1. Como as Guerras do Ópio facilitaram a remoção de artefatos chineses?

As Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860) enfraqueceram economicamente a China, facilitando a compra e remoção de artefatos históricos pelas potências ocidentais. O exemplo mais extremo foi o Saque do Palácio de Verão em 1860, quando tropas inglesas e francesas invadiram o complexo imperial chinês, roubando relíquias culturais que foram levadas para Europa e exibidas como espólio de guerra.

  1. Por que os museus não informam como adquiriram os artefatos?

As placas de identificação e portais online dos museus omitem informações sobre como os artefatos históricos foram adquiridos pelos magnatas do século XIX. Esta omissão cria um dilema ético para visitantes, que experimentam tanto admiração pela riqueza histórica quanto mal-estar ao perceber que obras estão “longe de casa”, algumas sendo únicas e não existindo mais nem nos países de origem.

  1. Quais são os esforços atuais de repatriação cultural?

Emmanuel Macron iniciou debates sobre devolução de peças arqueológicas, com foco inicial na devolução de artefatos para o Museu Nacional do Camboja. A França prometeu investimento milionário para rastrear a procedência de objetos do período colonial, sinalizando mudança na política cultural em direção à justiça histórica e reconhecimento da apropriação colonial.

  1. Qual a importância da repatriação para os países asiáticos?

A repatriação permitiria que história e cultura asiáticas sejam contadas e revividas em seus próprios museus, não “longe de casa”. Muitos artefatos únicos, como certas porcelanas chinesas, existem apenas em museus europeus, privando os países de origem de seu próprio patrimônio cultural. A devolução representaria justiça histórica e reconhecimento dos danos causados pela apropriação colonial.

 

📚 FONTES E REFERÊNCIAS

  • Museu Guimet – Coleção de arte asiática em Paris
  • Museu Cernuschi – Coleção particular de Henri Cernuschi
  • História da Indochina Francesa – Período colonial (1887-1954)
  • Guerras do Ópio – Conflitos sino-europeus (1839-1860)
  • Saque do Palácio de Verão (1860) – Apropriação cultural colonial
  • Victor Hugo – Críticas ao colonialismo cultural
  • Emmanuel Macron – Políticas de repatriação cultural
  • Museu Nacional do Camboja – Esforços de devolução
  • Emile Guimet, Ernest Grandidier – Colecionadores industriais
  • Patrimônio Cultural Asiático – Questões de repatriação

 

🏷 HASHTAGS

#ColeçõesAsiáticas #MuseuGuimet #ApropriaçãoCultural #PatrimônioRoubado #RepatriaçãoCultural #ColonialismoFrancês #ArteAsiática

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O consumo da sociedade do entretenimento: comentando Byung Chul-Han https://thebardnews.com/o-consumo-da-sociedade-do-entretenimento-comentando-byung-chul-han/ Mon, 12 Jan 2026 23:07:23 +0000 https://thebardnews.com/?p=3038 📝 O consumo da sociedade do entretenimento: comentando Byung Chul-Han 🔎 Filósofo sul-coreano analisa como busca por dopamina digital transforma sociedade em consumidora de analgésicos […]

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📝 O consumo da sociedade do entretenimento: comentando Byung Chul-Han

🔎 Filósofo sul-coreano analisa como busca por dopamina digital transforma sociedade em consumidora de analgésicos do presente

⏱ Tempo de leitura: 6 min • Categoria: Filosofia

📰 Texto Principal

Com o avanço da tecnologia no decorrer dos anos, como nos comunicamos e nos socializamos se moldou aos novos meios e mídias. Estabelecemos contatos pelas redes sociais, construímos nossa imagem pelo que postamos, nosso tempo escoa mais rápido, e queremos fazer mais coisas ao mesmo tempo.

Nossa sociedade hoje, por esta inserção do universo digital, encara duas faces obscuras: de sujeitos voltados ao desempenho e auto exploração, entrando também em um cansaço constante por conta do nível elevado de produção exigido; e, ao mesmo tempo, também encaramos uma sociedade que não suporta a dor, e precisa, a todo custo, desonerar toda a forma de negatividade, pois ela não gera utilidade.

O cenário atual exige autores atuais para discutir assuntos que envolvem uma visão que aborde o universo digital e significados inéditos. A semiótica francesa não é mais suficiente para analisar a construção discursiva. A sociologia precisa expandir sua visão para bibliografias globais que incluam a tecnologia como fator de influência. E a comunicação tem que encarar o novo público consumidor que procura analgésicos do presente.

O autor sul-coreano Byung Chul-Han, que também é professor de Filosofia e Estudos Culturais na Universidade de Berlim, tem conseguido discutir essa nova classificação da nossa sociedade, do Ocidente ao Extremo-Oriente. Ele coloca definições coincidentes sobre nós: uma sociedade paliativa, que busca curar suas dores; a sociedade do desempenho, que se submete aos extremos das pressões internas, declinando à sociedade do cansaço, fruto de esgotamento excessivo e de não tornar objetivos possíveis.

Essas três definições estão em uma mesa sociedade atual, virtual e mais individual, que quer uma dopamina de suas dificuldades diárias – stress, correria, cansaço –, e usa o consumo como esta pílula. É aqui que entra a sociedade do consumo e entretenimento. Inicialmente, se trata de tornar tanto o sujeito quanto o produto midiático consumível, dar uma função social pelas narrativas.

Pelo autor, conseguimos entender que nossa sociedade ganha novas faces em efeito dominó, e que, principalmente para a comunicação, o entretenimento se torna um novo hábito de consumo que nos alivia das outras definições. O público agora quer produtos curtíveis ou instagramáveis, levando a “despolitização e à dessolidação da sociedade” (Han, 2021) e ao foco apenas na própria felicidade e da própria imagem.

Não se quer mais consumir produtos ou informações aprofundadas. Se quer o que nos felicite e entretenha, misturando esferas e tornando arte e cultura, por exemplo, relevantes apenas se consumíveis. O mesmo ocorre com o que vemos nas redes sociais e o que compartilhamos e com o que interagimos nas plataformas digitais. Na prática, um influenciador vende mais que um estudo sobre um produto, e se o uso dele alcançar seguidores para o consumidor, vale mais a pena ser comprado.

Porém, notamos que as dores crônicas da sociedade se tornam cada vez mais agressivas e extremas – suicídios, abusos físicos e psicológicos são um exemplo – e que, talvez, as doses de consumo positivo não suportem segurar as pressões. Para sobreviver, o que nos machuca por fora, teremos que nos insensibilizar.

E esse é o perigo: um consumo insensível em busca de uma felicidade imediata, enquanto tentamos nos tornar sempre positivos diante das telas e das poucas pessoas de nossa rotina, enquanto as violências se internalizam, se enraízam. Uma hora, nos saturaremos, e vídeos, séries, filmes, músicas, e outros produtos da indústria do entretenimento não serão suficientes para a saturação mental e física, seguido por colapsos em esferas diversas: primeiro individual, depois coletivamente.

Byung Chul-Han não desenvolve uma previsão para o futuro – até mesmo porque não é esta a função de um pesquisador -, mas de seus estudos, conseguimos imaginar que é preocupante para onde vai nossa sociedade, cercada de um enxame digital, sem sentir as dores das picadas e das bolhas em seus pés, suportando com um sorriso sádico um caminho infindável e cada vez mais desgastante, disfarçando suas feridas com maquiagens borradas e roupas desconexas. Consegue imaginar este andarilho aberrante? Ele pode nos representar.

⭐ Principais Pontos

  • Byung Chul-Han identifica sociedade atual como paliativa, do desempenho e do cansaço simultaneamente • Universo digital criou sujeitos voltados ao auto exploração e que não suportam negatividade • Sociedade busca dopamina através do consumo de entretenimento como analgésico do presente • Público prefere produtos “curtíveis” e “instagramáveis”, levando à despolitização social • Consumo insensível pode levar a colapsos individuais e coletivos quando entretenimento não for suficiente

❓ Perguntas Frequentes

Quem é Byung Chul-Han e qual sua contribuição para entender a sociedade atual? Byung Chul-Han é filósofo sul-coreano e professor na Universidade de Berlim que analisa a sociedade digital moderna, definindo-a como paliativa, do desempenho e do cansaço, buscando dopamina através do consumo.

O que caracteriza a “sociedade do entretenimento” segundo o autor? É uma sociedade que transforma sujeito e produto midiático em consumíveis, priorizando o que felicita e entretém em detrimento de informações aprofundadas, levando à despolitização e foco apenas na própria imagem.

Qual o perigo do consumo insensível identificado pelo filósofo? O risco está na busca por felicidade imediata através do entretenimento enquanto violências se internalizam, podendo levar à saturação e colapsos quando produtos da indústria do entretenimento não forem mais suficientes.

📚 Fontes e Referências

  • Byung Chul-Han (2021) • Universidade de Berlim – Filosofia e Estudos Culturais

🔑 Palavras-chave (SEO)

Principal: Byung Chul-Han sociedade entretenimento Secundárias: sociedade do desempenho, sociedade do cansaço, consumo digital, dopamina digital, despolitização social, filosofia contemporânea, universo digital

🏷 Hashtags para o site

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