Pais como Protagonistas no Processo Educacional dos Filhos

📚 Pais como Protagonistas no Processo Educacional dos Filhos
“Educar não é proteger do mundo, é preparar para ele. O maior ensinamento não vem da escola, mas da presença.”

 

📊 INFORMAÇÕES BÁSICAS DO CONTEÚDO
⏱️ Tempo de leitura: 5–7 minutos
📝 Gênero: Ensaio / Crônica sobre educação e parentalidade

 

📰 RESUMO
No ensaio “Pais como Protagonistas no Processo Educacional dos Filhos”, Jeane Tertuliano defende que a educação vai muito além dos muros da escola: ela começa em casa, no exemplo, na escuta e na convivência. O texto mostra que a criança aprende antes mesmo de ir à escola — observando o tom de voz, as reações, o respeito ao erro e ao diferente. Pais protagonistas não são controladores, mas presentes: aqueles que escutam, participam, inspiram e ensinam pelo exemplo. A escola é parceira, mas o papel da família é essencial. O texto alerta para o perigo da ausência: quando os pais se distanciam, o mundo, a pressa e o algoritmo ocupam o espaço, educando de forma impessoal. O ensaio conclui que educar é preparar para a vida, e isso só acontece com presença, diálogo e afeto — ingredientes que nenhuma tecnologia ou instituição pode substituir.

 

Pais como Protagonistas no Processo Educacional dos Filhos

Há quem ainda acredite que educar é tarefa da escola. Que basta entregar o filho no portão e esperar que o milagre do aprendizado aconteça! É um equívoco cômodo, antigo e perigoso. A escola ensina, mas quem educa é a convivência.

A criança aprende muito antes de segurar o lápis. Aprende observando o tom de voz, o olhar, as reações. Aprende vendo como os adultos tratam o erro, o diferente, o tempo. A primeira lição vem do lar, e o primeiro livro que ela lê é a própria casa!

Pais protagonistas não são os que cobram tarefas, são os que se tornam presença. Presença de verdade, aquela que escuta, que pergunta, que se importa. A escola é parceira, não depósito. O aprendizado é um projeto coletivo, e o papel da família não é coadjuvante, é essencial!

Quando os pais se ausentam, o mundo assume a autoria e o mundo não é professor paciente. A pressa educa, o algoritmo educa, o silêncio educa. E educa mal. Quantas conversas deixaram de acontecer porque o cansaço falou mais alto? Quantas curiosidades se perderam porque não havia tempo? O tempo que falta é o mesmo que forma.

Educar dá trabalho, e trabalho de alma! É presença que se faz exemplo. O pai que lê, ensina o gosto pela leitura sem precisar pedir. A mãe que escuta, ensina empatia sem precisar explicar. A criança vê tudo, sente tudo, e aprende no intervalo entre o que dizemos e o que fazemos.

Ser protagonista na educação dos filhos não é controlar, é inspirar. É participar das descobertas, vibrar com os erros e celebrar os acertos. É ensinar que aprender não é obrigação, é potência!

A escola pode oferecer asas, mas é a casa que dá chão. Nenhum conhecimento floresce em terreno árido. Sem afeto, o saber murcha. O professor pode acender a centelha, mas quem mantém o fogo aceso são os pais!

Talvez o maior desafio da educação contemporânea seja devolver aos pais o papel de protagonistas. Porque a tecnologia ensina procedimentos, mas não ensina humanidade. A escola instrui, mas quem educa o olhar, o gesto e o coração é a família.

Educar não é proteger do mundo, é preparar para ele. E preparação não se faz com discursos, mas com presença. Presença é amor que age, é tempo que se oferece, é palavra que sustenta.

Pais conscientes não são os que cobram notas, são os que cultivam perguntas. A criança que cresce cercada de diálogo aprende a pensar! E pensar é o início da liberdade.

O futuro da educação começa dentro de casa. É ali, entre um café e uma conversa, que se decide o que o mundo será amanhã. Educar é um ato de coragem, e coragem é a forma mais bonita de amor!

Por Jeane Tertuliano
7ª edição março 2026

PERGUNTAS PARA O LEITOR / CLUBE DE LEITURA

  1. Por que o texto afirma que “quem educa é a convivência” e não apenas a escola?
    – Porque a criança aprende, antes de tudo, pelo exemplo, pelo tom de voz, pela forma como os adultos lidam com erros e emoções. A escola ensina conteúdos, mas a base do caráter, da empatia e do olhar sobre o mundo é construída na convivência diária, em casa.
  2. O que significa ser “presença de verdade” na educação dos filhos?
    – É estar disponível para ouvir, perguntar, participar, vibrar com acertos e acolher erros. Não é só estar fisicamente presente, mas emocionalmente disponível, mostrando interesse genuíno pelo universo da criança.
  3. Como a ausência dos pais pode ser “educada” pelo mundo, algoritmo ou pressa?
    – Quando os pais se distanciam, a criança passa a aprender com o que está disponível: vídeos, redes sociais, jogos, notícias, padrões de consumo e comportamento impessoais. O mundo educa sem afeto, sem diálogo e sem paciência.
  4. Por que “pensar é o início da liberdade”, segundo o texto?
    – Porque o pensamento crítico nasce do diálogo, da curiosidade e da liberdade de perguntar. Uma criança que aprende a pensar por si mesma não depende de respostas prontas e pode escolher seu próprio caminho.
  5. De que forma pequenos gestos do cotidiano (como um café da manhã juntos) podem ser tão importantes para a educação?
    – São nesses momentos que se constrói confiança, se pratica a escuta, se transmite valores e se fortalece o vínculo. O cotidiano é o palco onde a educação acontece de verdade, sem formalidades, apenas com presença e afeto.

 

📚 FONTES E REFERÊNCIAS

  • Paulo Freire – Educador brasileiro, referência em educação como prática de liberdade e diálogo.
  • Maria Montessori – Médica e educadora, defensora do aprendizado pelo exemplo, autonomia e ambiente acolhedor.
  • Janusz Korczak – Pedagogo e escritor, autor de “O Direito da Criança ao Respeito”, que valoriza a escuta e o respeito à infância.
  • Pesquisas em psicologia do desenvolvimento – Estudos sobre o impacto da presença parental, afeto e rotina na formação cognitiva e emocional das crianças.
  • Debates contemporâneos sobre parentalidade – Discussões sobre o papel dos pais na era digital, educação para a autonomia e o perigo da “terceirização” da educação.

 

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