Arquivo de Poesia - The Bard News https://thebardnews.com/tag/poesia/ Seu Jornal Multiartístico, Multiliterário e Multicultural Wed, 08 Apr 2026 19:10:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://thebardnews.com/wp-content/uploads/2026/01/cropped-1-32x32.png Arquivo de Poesia - The Bard News https://thebardnews.com/tag/poesia/ 32 32 Hino às Graças Silenciosas da Existência https://thebardnews.com/hino-as-gracas-silenciosas-da-existencia/ https://thebardnews.com/hino-as-gracas-silenciosas-da-existencia/#respond Wed, 08 Apr 2026 21:13:23 +0000 https://thebardnews.com/?p=5343 Hino às Graças Silenciosas da Existência Gratidão, ó virtude sublime e esquecida, que habitas nos recantos humildes da alma, ensinas ao coração a linguagem sagrada […]

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Hino às Graças Silenciosas da Existência

Gratidão, ó virtude sublime e esquecida,
que habitas nos recantos humildes da alma,
ensinas ao coração a linguagem sagrada
de reconhecer bênçãos nas pequenas coisas.

És tu quem transforma o pão simples
em banquete de reis agradecidos,
quem faz do orvalho matinal
lágrimas de alegria derramadas pelos céus.

Ó gratidão, mestra da contemplação,
revelas que cada respiração é dádiva,
cada batida do coração uma sinfonia
composta pela generosidade divina.

Nas mãos calejadas que construíram
o teto que hoje me abriga,
vejo tua presença silenciosa
tecendo fios de reconhecimento eterno.

Agradeço aos que partiram antes
por terem plantado árvores cujas sombras
hoje refrescam minha jornada terrena,
por terem sido pontes sobre abismos do tempo.

Gratidão aos que chegaram depois,
trazendo risos que ecoam pelos corredores
da memória, renovando esperanças
que julgava perdidas para sempre.

Que sejas, ó gratidão bendita,
o altar onde deposito diariamente
as flores colhidas no jardim da vida,
perfumando a existência com tua fragrância eterna.

— J.B Wolf

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Quando o Coração Se Torna Instrumento https://thebardnews.com/quando-o-coracao-se-torna-instrumento/ Tue, 10 Mar 2026 00:39:11 +0000 https://thebardnews.com/?p=5168 📚 UNIVERSO POÉTICO: AMOR E UTILIDADE Quando o Coração Se Torna Instrumento – Poema de J.B Wolf   📊 INFORMAÇÕES BÁSICAS DO CONTEÚDO ⏱️ Tempo […]

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📚 UNIVERSO POÉTICO: AMOR E UTILIDADE
Quando o Coração Se Torna Instrumento – Poema de J.B Wolf

 

📊 INFORMAÇÕES BÁSICAS DO CONTEÚDO
⏱ Tempo de leitura: 2–4 minutos
📝 Gênero: Poema / reflexão sobre amor utilitarista e amor próprio

 

📰 RESUMO
O poema “Quando o Coração Se Torna Instrumento”, de J.B Wolf, explora a experiência de ser amado não pelo que se é, mas pelo que se oferece. Em versos que comparam o eu lírico a ferramenta perfeita, vela que se consome e horta que alimenta, o texto denuncia um “amor-mercadoria”, que pesa corações em balanças de interesse e transforma afeto em moeda de troca. Quando as forças faltam e o sujeito não consegue mais “carregar mundos alheios”, as figuras que prometiam eternidade se afastam, revelando que o amor nunca foi pelo ser, e sim pela utilidade. Na solidão, nasce uma virada: aprender a amar-se sem propósito, a florescer para si, buscando um amor que não cobre desempenho, mas reconheça valor na simples existência.

 

Poema

Quando o Coração Se Torna Instrumento

Havia um tempo em que meus olhos eram faróis
que guiavam navios perdidos em tempestades,
quando minhas mãos teciam abrigos de ternura
e minha alma era fonte que nunca se esgotava.

Fui amado como se ama a ferramenta perfeita,
polida pelo uso constante do servir,
enquanto meu valor se media em sacrifícios
e minha essência se dissolvia no dar contínuo.

Ó amor que se veste de mercador astuto,
que pesa corações em balanças de interesse,
que transforma carícias em moedas de troca
e promessas em contratos de conveniência!

Quando minhas forças começaram a minguar,
quando não pude mais carregar mundos alheios,
vi partir aqueles que juravam eternidade
como sombras que fogem ao nascer do sol.

Descobri, na solidão que se seguiu,
que jamais fui amado por quem era,
mas pelo que podia oferecer em silêncio,
como vela que se consome para iluminar outros.

Hoje aprendo a amar-me sem propósito,
a encontrar valor na própria existência,
a ser jardim que floresce para si mesmo,
não apenas horta que alimenta famintos.

Que venha amor que não me pese na balança,
que me queira inteiro, mesmo imperfeito,
que veja em mim não ferramenta útil,
mas alma que merece ser amada pelo simples fato de existir.

Por J.B Wolf
7ª edição março 2026

 

❓ PERGUNTAS PARA O LEITOR / CLUBE DE LEITURA

  1. Em algum momento da sua vida você já se sentiu mais “ferramenta útil” do que pessoa amada? O que, do poema, mais te lembrou essa sensação?
  2. Que imagem te marca mais: a vela que se consome, o coração na balança ou o jardim que floresce para si mesmo? Por quê?
  3. O que, na prática, seria o primeiro passo para “amar-se sem propósito”, como diz o poema?

 

📚 FONTES E REFERÊNCIAS

  • Reflexão poética sobre relações utilitaristas, amor-condição e amor-próprio.
  • Simbologias clássicas usadas em literatura e poesia: vela que se consome, coração como medida de valor, jardim versus horta (beleza x utilidade).
  • Tradição de poemas contemporâneos que abordam autoimagem, esgotamento emocional e reconstrução de limites afetivos.

 

🏷 HASHTAGS SUGERIDAS

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Quando o tempo se desfaz por J.B Wolf https://thebardnews.com/quando-o-tempo-se-desfaz-por-j-b-wolf/ Sat, 07 Feb 2026 02:28:48 +0000 https://thebardnews.com/?p=4661 📝 Quando o tempo se desfaz 🔎 Poema sobre saudade, memória e a permanência do amor além da ausência ⏱️ Tempo de leitura: 2 min […]

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📝 Quando o tempo se desfaz

🔎 Poema sobre saudade, memória e a permanência do amor além da ausência

⏱ Tempo de leitura: 2 min • Categoria: Poesia

📰 Poema

Quando o tempo se desfaz

 

Há um lugar onde as horas não passam,

onde teu riso ainda ecoa pelas manhãs

e eu acordo procurando tua voz

nos cantos vazios da casa.

 

Saudade não é lembrança

é presença que se ausenta,

é o fantasma doce de quem foste

caminhando pelos corredores do peito.

 

Guardo teus gestos em gavetas secretas:

o jeito como mexias o café,

como tuas mãos dançavam no ar

contando histórias que só eu entendia.

O tempo insiste em seguir,

mas eu permaneço naquele dezembro

quando éramos eternos

e não sabíamos.

 

Saudade é amor que não morreu,

apenas mudou de endereço

agora mora na memória,

paga aluguel em lágrimas.

 

E eu aceito essa inquilina eterna,

porque ela traz teu perfume

nos dias mais cinzentos,

porque ela sussurra teu nome
quando o silêncio dói demais

⭐ Principais Pontos

  • Poema explora a saudade como presença que se ausenta, não simples lembrança • Metáfora da casa vazia representa o espaço emocional após a perda • Gestos cotidianos (mexer café, mãos dançando) eternizados na memória • Tempo suspenso em dezembro quando “éramos eternos e não sabíamos” • Saudade personificada como inquilina que paga aluguel em lágrimas

❓ Perguntas Frequentes

Qual o tema central do poema? O poema trata da saudade como forma de amor que transcende a ausência física. Explora como a memória preserva gestos, vozes e momentos, transformando a perda em presença constante na vida de quem fica.

O que significa “saudade é amor que não morreu, apenas mudou de endereço”? Esta metáfora sugere que o amor não desaparece com a ausência da pessoa amada, mas se transforma e passa a habitar a memória. O endereço muda do presente físico para o espaço emocional interno.

Por que dezembro é mencionado especificamente? Dezembro representa um momento específico de felicidade e completude, quando o casal se sentia eterno. É o tempo suspenso na memória, contrastando com o presente da ausência.

📚 Fontes e Referências

  • Tradição poética brasileira sobre saudade • Literatura sobre luto e memória afetiva • Poesia contemporânea sobre amor e perda • Estudos sobre tempo e memória na literatura

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A Interseção entre Poesia e Música: Expressões Líricas Contemporâneas https://thebardnews.com/a-intersecao-entre-poesia-e-musica-expressoes-liricas-contemporaneas/ Sun, 04 May 2025 01:51:12 +0000 https://thebardnews.com/?p=1765 Edna Lessa COLUNISTA Professora da Rede Estadual de Ensino, escritora e poeta. Especialista em Gestão da Educação Pública; Graduada em História e Geografia, Vice-Presidente da […]

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Edna Lessa

COLUNISTA

Professora da Rede Estadual de Ensino, escritora e poeta. Especialista em Gestão da Educação Pública; Graduada em História e Geografia, Vice-Presidente da Academia Tauaense de Letras, colunista da Revista Internacional The Bard.

 

 

A Interseção entre Poesia e Música: Expressões Líricas Contemporâneas

 

Na abordagem poética apresentada na música “O melhor de mim vai acontecer” de Oswaldo Montenegro propõe uma reflexão sobre a relação do homem com o mundo, explorando sua expressão lírica por meio de sentimentos profundos e de uma perspectiva contemporânea.

Uma característica marcante do músico e poeta é o uso de metáforas para traduzir emoções como o amor, a saudade, a tristeza e alegria, além de captar a complexidade de sentimentos contraditórios que permeiam o sentir. A composição musical termina com uma lembrança carinhosa de um olhar compartilhado, simbolizando a conexão humana e a importância dos momentos significativos na vida. Neste sentido, retrata ainda um olhar sobre como uma libertação pessoal pode ser determinante para a construção de novos recomeços. A mensagem transmite esperança e possibilidades de alcançar novos horizontes.

Este enfoque inicial, é uma demonstração clara de que música e poesia estão diretamente interligadas e numa perspectiva positiva são transmitidas através de uma melodia que é também poesia.  A impressão que temos é que música e poesia são como duas faces de uma única arte. Ritmos, melodias, harmonias, métricas e sonoridade se fundem em expressões líricas que são eternizadas pelo tempo e pela cultura que atravessam gerações. E assim, músicos cantam poesias e poetas declamam músicas, ou seja, a música é poetizada e a poesia é musicada.

A linha paralela entre música e poesia tem uma história datada na cultura de povos antigos, cujas composições poéticas líricas eram feitas para serem cantadas e a poesia estava diretamente relacionada ao sentido primitivo da palavra poética, que é o canto. Tal interseção nos faz pensar que é praticamente impossível dissociar música e poesia e expõe uma relação profunda e antiga   remontando às primeiras formas de expressão artística da humanidade. Desde os cânticos das tribos medievais, dos cantos gregorianos às canções de trovadores até as composições contemporâneas a conexão entre as duas artes se manifesta indistintamente de forma inovadora e recebe forte influência   de outras experimentações artísticas e de todo contributo da cultura digital.

A ascensão das plataformas digitais dissemina a música e a poesia com a velocidade da luz. Canais de comunicação como Youtube, podcasts e redes sociais diversas, permitem um acesso globalizado e a criação de experiências imersivas através de espaços poéticos e interativos, unindo ainda mais música e poesia que rompem as barreiras do tempo e se expandem sem limites e com expressividade artística.

Sucintamente, a convergência entre poesia e música evolui concomitante as transformações culturais da atualidade. Ambas se entrelaçam profundamente num cenário dinâmico onde palavras e sons se reinventam conectando emoções e perpetuando memórias por meio de melodias e versos.

Por EDNA LESSA

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