📚 UNIVERSO POÉTICO: AMOR E UTILIDADE
Quando o Coração Se Torna Instrumento – Poema de J.B Wolf
📊 INFORMAÇÕES BÁSICAS DO CONTEÚDO
⏱️ Tempo de leitura: 2–4 minutos
📝 Gênero: Poema / reflexão sobre amor utilitarista e amor próprio
📰 RESUMO
O poema “Quando o Coração Se Torna Instrumento”, de J.B Wolf, explora a experiência de ser amado não pelo que se é, mas pelo que se oferece. Em versos que comparam o eu lírico a ferramenta perfeita, vela que se consome e horta que alimenta, o texto denuncia um “amor-mercadoria”, que pesa corações em balanças de interesse e transforma afeto em moeda de troca. Quando as forças faltam e o sujeito não consegue mais “carregar mundos alheios”, as figuras que prometiam eternidade se afastam, revelando que o amor nunca foi pelo ser, e sim pela utilidade. Na solidão, nasce uma virada: aprender a amar-se sem propósito, a florescer para si, buscando um amor que não cobre desempenho, mas reconheça valor na simples existência.
Poema
Quando o Coração Se Torna Instrumento
Havia um tempo em que meus olhos eram faróis
que guiavam navios perdidos em tempestades,
quando minhas mãos teciam abrigos de ternura
e minha alma era fonte que nunca se esgotava.
Fui amado como se ama a ferramenta perfeita,
polida pelo uso constante do servir,
enquanto meu valor se media em sacrifícios
e minha essência se dissolvia no dar contínuo.
Ó amor que se veste de mercador astuto,
que pesa corações em balanças de interesse,
que transforma carícias em moedas de troca
e promessas em contratos de conveniência!
Quando minhas forças começaram a minguar,
quando não pude mais carregar mundos alheios,
vi partir aqueles que juravam eternidade
como sombras que fogem ao nascer do sol.
Descobri, na solidão que se seguiu,
que jamais fui amado por quem era,
mas pelo que podia oferecer em silêncio,
como vela que se consome para iluminar outros.
Hoje aprendo a amar-me sem propósito,
a encontrar valor na própria existência,
a ser jardim que floresce para si mesmo,
não apenas horta que alimenta famintos.
Que venha amor que não me pese na balança,
que me queira inteiro, mesmo imperfeito,
que veja em mim não ferramenta útil,
mas alma que merece ser amada pelo simples fato de existir.
Por J.B Wolf
7ª edição março 2026
❓ PERGUNTAS PARA O LEITOR / CLUBE DE LEITURA
- Em algum momento da sua vida você já se sentiu mais “ferramenta útil” do que pessoa amada? O que, do poema, mais te lembrou essa sensação?
- Que imagem te marca mais: a vela que se consome, o coração na balança ou o jardim que floresce para si mesmo? Por quê?
- O que, na prática, seria o primeiro passo para “amar-se sem propósito”, como diz o poema?
📚 FONTES E REFERÊNCIAS
- Reflexão poética sobre relações utilitaristas, amor-condição e amor-próprio.
- Simbologias clássicas usadas em literatura e poesia: vela que se consome, coração como medida de valor, jardim versus horta (beleza x utilidade).
- Tradição de poemas contemporâneos que abordam autoimagem, esgotamento emocional e reconstrução de limites afetivos.
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