Hino às Graças Silenciosas da Existência
Gratidão, ó virtude sublime e esquecida,
que habitas nos recantos humildes da alma,
ensinas ao coração a linguagem sagrada
de reconhecer bênçãos nas pequenas coisas.
És tu quem transforma o pão simples
em banquete de reis agradecidos,
quem faz do orvalho matinal
lágrimas de alegria derramadas pelos céus.
Ó gratidão, mestra da contemplação,
revelas que cada respiração é dádiva,
cada batida do coração uma sinfonia
composta pela generosidade divina.
Nas mãos calejadas que construíram
o teto que hoje me abriga,
vejo tua presença silenciosa
tecendo fios de reconhecimento eterno.
Agradeço aos que partiram antes
por terem plantado árvores cujas sombras
hoje refrescam minha jornada terrena,
por terem sido pontes sobre abismos do tempo.
Gratidão aos que chegaram depois,
trazendo risos que ecoam pelos corredores
da memória, renovando esperanças
que julgava perdidas para sempre.
Que sejas, ó gratidão bendita,
o altar onde deposito diariamente
as flores colhidas no jardim da vida,
perfumando a existência com tua fragrância eterna.
— J.B Wolf


